Às vezes me pego pensando em certas situações da minha vida. E ultimamente tenho amadurecido uma ideia junto com meus botões. Não sei se alguém já parou pra imaginar como as coisas que julgamos abstratas, como sentimentos, e coisas invisíveis que damos nome e nos afetam dia a dia, qual a aparência que essas coisas tem?
Não entendeu? Vamos lá à explicação:
Imagino a Vida (isso mesmo, um substantivo próprio) como uma criança, cujos pais a mimam demasiadamente. Se ela briga com as outras crianças, nunca é punida. Pisa no rabo da gata, e ninguém diz nada. Quando quer uma coisa, se joga no chão e faz um escândalo, e no fim, ganha o que quer. O pior de tudp é que ela tem um prazer absurdo em transtornar os outros. Não gosta de 98% das pessoas, só atura mesmo aquele seleto grupo, escolhido a dedo. Algumas vezes, quando deixa as pessoas ao seu redor muito cansadas, ela dá uma folga, por que também ninguém é de ferro. Não divide suas coisas com seus colegas, faz bico, esperneia e ainda é presenteada com a frase: "Ah, mas ela é só uma criança, com o tempo melhora".
Aí nós já sabemos qual o resultado disso, não melhora.
Porém, ao contrário dela, gente cresce, amadurece e ela continua sendo uma criança caprichosa. E aos poucos vamos aprendendo a lidar com suas malcriações e vendo que apesar de tudo há uma chance de alcançarmos a Felicidade (que é uma mocinha alegre que adora amarelo, mas isso, é tema pra outra conversa).
"(...)a vida é o coletivo das horas que são pro dia."

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